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21 de Julho de 2018

Direito Digital: futuro das ciências jurídicas

Prado Machado Advocacia, Advogado
há 11 meses

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Prezados leitores, gostaria de pontuar as minhas perspectivas de “geek” assumido nesse universo jurídico.

Como grande entusiasta das tecnologias e revoluções advindas do avanço da tecnologia como a inteligência artificial aplicado ao Direito.

Temos visto o advento de buscadores como Jusbrasil se destacarem no mercado com o uso de tecnologia de ponta.

Outrossim, vê-se com um certo alarde as inovações e surgimento de “robôs advogados” que fazem pesquisas de forma absurdamente rápida, analisando erros e teses.

O que eu posso dizer de tudo isso é que estamos em um caminho sem volta, pois agora tudo irá ficar “digital”.

E o que é digital? A palavra digital significa segundo o dicionário: “que se relaciona ou tem a ver com os dedos ou dígitos” ou “diz-se da representação de informações ou de grandezas físicas por meio de caracteres, números, ou por sinais de valores discretos”.

Vou definir digital de forma mais simples… “é o mundo em suas mãos, ao toque dos seus dedos”.

Sim, o mundo dinamizado está mudando, e se não nos ligarmos nessas novidades, ficaremos obsoletos e perderemos muito, pois como vemos, a advocacia e as áreas jurídicas de forma geral, está indo para o futuro e nesse aspecto não terá volta.

O juiz hoje pode decidir e proferir uma liminar no conforto de seu lar em qualquer hora do dia e ou da noite. No mesmo sentido, o advogado também pode atuar em um café que tenha wi-fi ou também de seu lar.

Já não se fala em fronteiras geográficas, pois o mundo tem mudado, e o advogado e jurista deve acompanhar essa mudança.

Se analisarmos a Resolução 185 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e também a Lei nº 11.419/2006, veremos a preocupação do Poder Judiciário com essas mudanças repentinas que a sociedade vem sofrendo.

Sou nerd, assumo, e acho incrível essa inserção digital no universo jurídico, pois hoje tenho contatos com advogados do Brasil todo, bem como, estou em contato com diversos clientes do Brasil e do mundo.

Não há mais barreiras ou limites para que o jurisconsulto possa se aperfeiçoar e vencer no meio jurídico. Basta ter disposição para imergir nesse mundo de zeros e uns para converter o mundo analógico em digital e viver experiências inigualáveis.

E, aí, está pronto para essa jornada?

Autor: Marcos Filipe Machado Cruz, Advogado, Consultor Jurídico e Professor de Direito Constitucional. Especializado em Direito Público com Ênfase em Didática do Ensino Superior. Atuante na área de Direito Médico e Saúde Suplementar. Membro da Comissão de Mediação, Conciliação e Arbitragem da OAB-GO.

2 Comentários

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Pretendo atuar na advocacia e quero construir meu próprio software jurídico... Uma tarefa colossal, eu sei. Seu artigo me fez pensar em duas coisas: uma é inteligência artificial voltada para o mundo jurídico.

A segunda é a atuação online do advogado contraposta com o novo código de ética. Em tempos de home office e avanços tecnológicos o impedimento de consultas online, por exemplo, não é um limitador desarrazoado? continuar lendo

Excelentes ponderações prezado Elenilton Freitas. Siga em frente com esse belíssimo projeto de construir seu próprio software. E concordo que esse novo mundo digital ainda repercutirá de forma impactante.

Vejo que a OAB terá muito trabalho para definir a tênue linha entre as condutas éticas e não éticas nesse âmbito. Vamos aguardar!

No aspecto da inteligência artificial também sou um grande entusiasta e lhe deu total apoio nessa brilhante ideia!

Forte abraço, dileto colega! continuar lendo